quarta-feira, 3 de abril de 2013

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Não é só o tapa, o empurrão ou qualquer outra agressão física o que caracteriza a VIOLÊNCIA. A VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA deixa marcas muito mais profundas do que você pode imaginar: NÃO A IGNORE. NÃO SE ACOSTUME COM ELA!!!!!


Assim, de acordo com Ballone (2006), a violência pode ser entendida como a força material ativa que causa prejuízo físico, ou a circunstância em que uma pessoa impõe o seu poder sobre a outra através de meios persuasivos e coativos. Esta autora acrescenta que a violência é um exercício humano de poder, expresso através da força, com a finalidade de manter, destruir ou construir uma dada ordem de direitos e apropriações, colocando limites ou negando a integridade e direitos de outros, sendo acentuada pelas desigualdades sociais.
Portanto, a violência deve também ser entendida como um processo, e não simplesmente como a provocação de males físicos ou psicológicos, causados pela materialização da força.

Segundo Cunha e Pinto (2007), a violência psicológica ou a agressão emocional abrange a agressão verbal, as ameaças, os gestos e posturas agressivas. Verifica-se que algumas vezes este tipo de violência é tão ou mais prejudicial que a física. Ela também pode ser caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas.
Para Silva, a violência psicológica
[...] não afeta somente a vitima de forma direta. Ela atinge a todos que presenciaram ou convivem com a situação de violência. Por exemplo, os filhos que testemunham a violência psicológica entre os pais podem passar a reproduzi-la por identificação ou mimetismo, passando a agir de forma semelhante com a irmã, colegas de escola e, futuramente, com a namorada e esposa/companheira (SILVA, 2007, p. 04).
A violência psicológica, segundo esse autor, inicia-se de forma lenta e silenciosa, progredindo em intensidade e consequências. Ela decorre de palavras, gestos, olhares, sem necessariamente ocorrer o contato físico. A violência psicológica no âmbito familiar alcança todos daquele ambiente, porém causa um impacto considerável na criança na fase de desenvolvimento e aprendizado, fazendo com que ela possa assimilar determinadas condutas que passará a reproduzi-las ao longo de sua vida.
A violência física ocorre quando não há ou se esgota o diálogo, este tipo de violência deixa sequelas não só físicas como também psicológicas, que se estende às pessoas próximas da agredida.
Neste contexto, tem-se que a violência física, envolve a agressão direta, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objetos e pertences do mesmo. Na violência física é comum observar: murros e tapas, agressões com diversos objetos e queimaduras por objetos ou líquidos quentes. (BALLONE, 2006).
O tipo mais complexo de violência doméstica é a violência sexual, uma vez que, esta tende a ficar escondida devido ao medo de represália, a vergonha ou, até mesmo o temor de que ninguém acreditará na vítima.
A violência sexual é caracterizada pela conduta violenta que obriga à prática ou à participação ativa em relação sexual não desejada, além daquelas que provocam o constrangimento a vítima em presenciar, contra seu desejo, relação sexual entre terceiros. Da mesma forma, também é considerado como violência sexual o induzimento ao sexo comercial ou a práticas que contrariem a livre expressão de seus autênticos desejos sexuais, assim entendidas aquelas que não lhe tragam prazer sexual (HERMANN, 2008).
De acordo com Cavalcanti (2008), a violência sexual merece destaque em razão da sua grande incidência. Esta conduta está tipificada como crime e disposta no Código Penal no Capítulo referente aos crimes contra a liberdade sexual. Ainda a Lei n°. 8.072/90 considera o estupro e o atentado violento ao pudor crimes hediondos.
A prática reiterada de abuso sexual paterno, de padrasto ou de irmão, muitas vezes com a cumplicidade de outros membros da família  (inclusive a própria mãe) implica igualmente em sofrimento psicológico, às vezes até físico, quando conjugado com submissão física forçada e dano moral à vítima (HERMANN, 2008).
Este tipo de violência abarca também outra vitimação, contra meninas e mulheres jovens: a exploração sexual para o sustento da família ou do grupo que habita a mesma unidade doméstica, mesmo que não sejam familiares, como ocorre, frequentemente, com o agenciador em relação às mulheres prostitutas nas zonas de meretrício (HERMANN, 2008).
Além disso, algumas vezes se considera violência doméstica o abandono e a negligência quanto a crianças, parceiros ou idosos.
A negligência ou abandono de criança ou adolescente em caso de doença é omissão igualmente enquadrável no conceito de violência doméstica, tanto pelo sofrimento físico como pelo prejuízo psicológico e moral que causam (HERMANN, 2008).
Vislumbra-se, deste modo, que a violência pode afetar a vida dos adolescentes de variadas maneiras, e que tal fenômeno tem seus efeitos também no futuro, daí a necessidade de se buscar meios e estabelecer diálogos que amenizem tais violências.      

REFERÊNCIAS

BALLONE, O.. Violência doméstica. Psiquiatria Forense. 2006. Disponível em: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=163&sec=99 Acessado em maio/2010.

CUNHA, R. S.; PINTO, R. B. Violência doméstica. São Paulo. 

HERMANN, L. M. Maria da Penha lei com nome de mulher: violência doméstica e familiar.: Servanda Campinas, 2008.

SILVA, L. L. Violência silenciosa: violência psicológica como condição da violência física domestica. Interface v. 11, n. 21. Botucatu jan./abr. 2007.


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